O ano de 2017 será lembrado como o ano em que a ameaça de ransomware evoluiu de forma rápida e repentina, dirigindo-se a empresas em todo o mundo com uma série de ataques destrutivos e cujo objetivo final continua ainda por conhecer. Estes ataques incluíram o WannaCry a 12 de maio, o ExPetr a 27 de junho, e o BadRabbit no final de outubro. Todos utilizaram exploits desenvolvidos para comprometer redes corporativas.

 Em 2017 foram atacados cerca de 950.000 utilizadores individuais, uma redução de 1.5 milhões face a 2016. Esta redução deve-se, em parte, a uma mudança na metodologia de deteção. Por exemplo, as ferramentas de transferência normalmente associadas ao cryptomalware são agora detetadas mais facilmente graças a tecnologias heurísticas, separando-os dos números registados relativos a ransomware e recolhidos através de telemetria.

Os três ataques principais, bem como outros menos importantes, incluindo a AES-NI e a Uiwix, utilizaram exploits sofisticados difundidos online na primavera de 2017 por um grupo conhecido como Shadow Brokers.

Registou-se uma descida relativamente ao aparecimento de novas famílias de ransomware: 38 em 2017 comparado com 62 em 2016; com um aumento das modificações a ransomware já existente (mais de 96.000 em 2017 comparadas com 54.000 em 2016). O aumento das modificações pode ser o reflexo das tentativas dos hackers em camuflar o seu ransomware à medida que as soluções de segurança se tornam melhores a detetá-lo.

A partir do segundo trimestre de 2017, vários grupos terminaram as suas atividades relacionadas com ransomware e publicaram as chaves necessárias para desencriptar os ficheiros. Entre eles incluem-se o AES-NI, o xdata, o Petya/Mischa/GoldenEye e o Crysis. Crysis, este último reaparecendo mais tarde – provavelmente pela mão de um grupo diferente.

A tendência crescente de infetar empresas através de sistemas de ambientes de trabalho remoto em continuou em 2017, quando esta abordagem se tornou um dos principais métodos de propagação de várias famílias, como a Crysis, a Purgen/GlobeImposter e a Cryakl.

Cerca de 65% das empresas afetadas por ransomware em 2017 perdeu o acesso a uma parte importante ou à totalidade dos seus dados, e uma em cada seis das que reconheceram ter pagado, nunca recuperaram os seus dados. Estes números são consistentes com os referentes a 2016.

Felizmente, a iniciativa No More Ransom, lançada em julho de 2016, está a ser bem-sucedida. O projeto junta autoridades policiais e fornecedores de soluções de segurança para detetar e deter as grandes famílias de ransomware, ajudando os indivíduos a recuperar os seus dados e enfraquecendo o modelo de negócio lucrativo dos hackers.

Fonte: Bit

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